3.15.2012

Juara


Juara é um município brasileiro do estado de Mato Grosso. Localiza-”se a “uma latitude 11º15’18” sul e a uma longitude 57º31’11” oeste, estando a uma altitude de 292 metros. Sua população estimada em 2004 era de 34.510 habitantes.

História
 
 O território do município de Juara foi movimentado por ocasião da navegação Paranista ou Carreira do Pará, que se iniciou no começo do século XIX. Quando os primeiros homens brancos chegaram ao território do atual município de Juara, povos indígenas Kayabí dominavam toda a região, que era muito disputada por povos de outras nações indígenas. O principal motivo dos desajustes entre o gentio era a excelência do clima e qualidade do solo. Porém um dos maiores atrativos era a riqueza em taquara e pedra silex, mmatéria prima para fabricação de flechas, lanças e machados. Que serviam tanto para afazeres domésticos, agricultura caça e quanto para fins bélicos. Ao longo dos séculos a região foi movimentada por diversas incursões de brancos às terras dos Kayabís. Notável foi o período da terceira Borracha, a partir da década de quarenta, que devassou seringais às margens do rio Arinos. Os indícios dos tempos modernos de Juara tiveram como referência a cidade de Porto dos Gaúchos. A 23 de setembro, a firma Sociedade Imobiliária da Bacia Amazônica – SIBAL adquiriu uma área de 35 900 hectares de terras, cuidadosamente selecionada com fins coloniza tórios. A responsabilidade da administração para a construção da infra-estrutura ficou a cargo de José Pedro Dias (Zé Paraná), nome que se confunde com a própria história de Juara. No dia 8 de outubro de l97l, Zé Paraná e mais um grupo de pessoas, partiu das margens do Ribeirão Caracol, chegando ao córrego Água Boa, ponto inicial da colonização. O primeiro nome dado à localidade foi Gleba Taquaral, mais tarde passou à Juara. Há certa contravérsia em relação ao topônimo Juara. Uma das versões é de que sua origem vem da língua tupi, significando “Moça Bonita”, sendo a mais bem aceita. A outra versão é atribuída ao antigo diretor da Sibal, que teria juntado as palavras Juruena e Arinos, numa referência geográfica e formado a palavra “Juarinos”, mais tarde simplificado para Juara.
 Em maio de l971, começaram a chegar as primeiras famílias a Taquaral. A 8 de julho de l973, foi colocado o primeiro marco da sede, nessa época já tinham chegado à região cerca de 38 famílias, plantando arroz, milho e feijão. A primeira produção da região foi guardada em barracão de madeira de 300 metros quadrados. Como os plantadores não tinham condução para levar para fora, a empresa colonizadora acabou comprando toda a safra colhida. Era uma maneira de minimizar os problemas enfrentados com o escoamento do produto colhido na lavoura. Nesse tempo, em período de chuvas, as viagens eram feitas pelo rio Arinos, sendo que os produtos comestíveis e farmacêuticos vinham de Cuiabá.
 No período da seca a viagem era feita por um caminho diferente do atual. O antigo traçado desviava do atual município de TAPURAH e passava pela célebre “Baiana”, na estrada da mata. Era via conhecida por estrada da Baiana, encurtaria, mais tarde, a distância entre JUARA e Cuiabá. A Baiana, uma mulher que habitava a região e que deu nome a esta estrada, certo dia foi atacada pelos índios do povo Kayabí, pois estes estavam desesperados com a invasão de suas terras. Mas a baiana superou a crise e os índios fizeram as pazes. A primeira serraria da região foi montada pela colonizadora SIBAL e depois comprada por Albino Gugelmin, que em l973 serrava madeira para a construção das primeiras casas. Em maio de l973, montou-se o primeiro armazém atacadista da região. Em l973, foi celebrada a primeira missa em Taquaral, no meio da selva, onde a luz provinha de velas acesas em cima de árvores. Em setembro do mesmo ano, foi construída a primeira capela, tendo São José por orago. A primeira pista de pouso de avião passou a ser, mais tarde, uma das avenidas da cidade de JUARA. O aeroporto, com maior capacidade de pouso e decolagem foi construído posteriormente. Ainda no ano de l973, foram plantadas 2.500 covas de café na comunidade Pé de Galinha. O sucesso da Gleba Taquaral e redondezas atraíram muita gente, mormente agricultores e suas famílias. Em l974 vendiam-se 102 lotes na zona rural do rio dos Peixes. Ocorria então um crescimento explosivo. O fluxo migratório foi intenso, passando então Taquaral a chamar-se JUARA.
 No ano de 1975, adquiriu-se uma área de terras próxima ao rio dos Peixes, denominada Itapaiúnas, beneficiada por projeto fundiário financiado pelo banco do Brasil. O distrito de JUARA foi criado em 4 de julho de 1976, com território jurisdicionado ao município de Porto dos Gaúchos. Em 1976, JUARA recebeu o primeiro médico, Dr. Isaías Pinheiro Antunes, que construiu um grande hospital e maternidade para a época – ato pioneiro, e mo mês de março do mesmo ano foi criada a primeira escola de 1º grau de JUARA. Em 1878, repartem-se 85 lotes de terreno em Mundo Novo, 118 em Águas Claras. Duzentas pessoas adquiriram lotes pequenos, não superiores a 12l hectares, em Jaú. A movimentação de bordou para o município de São José do Rio Claro, com abertura de 130 lotes de terra em CATUAÍ. Por distar demasiadamente da sede municipal de São José do Rio Clara, JUARA dominou a região ao norte daquela cidade. E, l979, foi inaugurado um prédio escolar de alvenaria, com seis salas de aula, com capacidade de abrigar 700 alunos. No ano seguinte, a produção de café fazia o grande nome do distrito de JUARA. O processo de plebiscito foi aberto em 11 de maio de l970, para se saber a vontade do povo a respeito da emancipação política de JUARA. Dos 729 eleitores, aconteceram apenas 03 votos nulos e 05 em branco, sendo os demais “sim”. A lei estadual de 23 de setembro de l98l criou o município: “Artigo nº. 1 – Fica criado o município de JUARA, com sede na localidade do mesmo nome, cuja área é desmembrada do município de Porto dos Gaúchos”. Artigo nº. 2 - O município criado tem somente um distrito, o da sede. O artigo nº. 3 impedia a eleição municipal imediata. A Assembléia Legislativa acatou o veto do governador Frederico Campos. No entanto, as eleições não demoraram a acontecer.
 O primeiro prefeito municipal foi José Pedro Dias (Zé Paraná), nomeado pelo governador. A instalação oficial foi no dia l4 de dezembro de 1981, premiando o esforço do benemérito fundador de JUARA. A primeira eleição municipal realizada em JUARA foi a l5 de novembro de 1982. Nesta ocasião foi eleito prefeito municipal José Geraldo Riva, que teve carreira política de sucesso. Sua liderança permitiu-lhe ser eleito deputado estadual e participar da mesa Diretora da Assembléia Legislativa de Mato Grosso. Mais tarde chegou à presidência daquela casa de leis, ocupando este cargo no biênio 1997/1998.
 A comarca foi criada a quatro de julho de 1985 e solenemente instalada em 29 de novembro de 1986.
 Uma pequena cidade ainda jovem com a emancipação política, encravada na Amazônia mato-grossense, ao norte da capital, no planalto residual norte de MT, serra dos Kaiaby, na grande bacia do Amazonas, para essa bacia contribuem os rios Arinos e Telles Pires, o Arinos recebe pela direita o Rio dos Peixes ou Tatuí ou São Francisco, o Telles Pires recebe as águas do Rio Apiaká.

Diamantino

Diamantino é um município brasileiro do estado de Mato Grosso. “Localiza-se a uma “latitude 14º24’31” sul e a uma longitude 56º26’46” oeste, estando a uma altitude de 269 metros. Sua população estimada em 2004 era de 19 903 habitantes. Possui uma área de 7764,43 km².

História

 A descoberta em 1719 das fabulosas mina de ouro de Cuiabá deu muito estímulo e coragem ao prosseguimento de outras explorações.
O lugar onde mais tarde seria criada a cidade de Diamantino teve início a 18 de setembro de 1728.
Os bandeirantes paulistas eram audazes nas suas investidas, à procura de índios e riquezas minerais pelo sertão.
 Gabriel Antunes Maciel, capitão-mor de Sorocaba, vencendo todas as dificuldades, avançou a sua bandeira pelo sertão norte-mato-grossense, alcançando Diamantino, a maior riqueza diamantífera da região, nas altas cabeceiras do rio Paraguai.
 A exploração do ouro foi crescendo e cada vez mais animada, até chegar na confluência do ribeirão do Ouro no Diamantino. Nesse ponto a abundância de ouro e diamantes foi extraordinária, provocando uma vibração de alegria, porque os minérios eram encontrados até mesmo à flor do solo.
 Diante de tamanha descoberta, a notícia chegou logo a Cuiabá, de onde saía muita gente, com destino àquela região. E assim fundaram o Arraial do Alto Paraguai, onde é a atual cidade de Diamantino.
 No dia 18 de setembro de 1728, Gabriel Antunes Maciel despachou uma carta para a Câmara Regente de Cuiabá, por mãos do capitão-mor Gaspar de Godoy. Na carta, dava a compreender a descoberta do ouro e começo do Arraial do Ouro, o primeiro nome de Diamantino. Essa carta fez valer o título de capitão-mor a Gabriel Antunes Maciel, e o fato oficial da fundação do Arraial.
 Por isso, celebra-se no dia 18 de setembro o aniversário de fundação de Diamantino.
 Outros arraiais foram criados na vasta região do Alto Paraguai, mas entraram em decadência e até mesmo à extinção. Inclusive, o antigo “Córrego Grande” ou “Arraial Velho”, a cinco quilômetros acima, e sob o patrocínio de Nossa Senhora do Bom Parto. Esse arraial ia crescendo e as terras foram repartidas na presença do juiz-desembargador vindo de Cuiabá para isso. Foi um ato solene de um tempo próspero para o arraial, dando a impressão de que logo seria a sede municipal. Mas, na garimpagem do ouro, começou a aparecer o diamante, e este tinha proibida a sua extração por ordem régia. Foi à ruína. A guarda policial chegou de Cuiabá e em oito dias fez o povo desaparecer. Era o fim para impedir a garimpagem. O 1° governador da província, D. Antônio Rolim de Moura Tavares, estabeleceu um verdadeiro quartel no lugar onde apareceu o primeiro ouro (Diamantino).
 Ali, o destacamento do Alto Paraguai Diamantino dominou e deu força do governo ao lugar. A denominação de Alto Paraguai nasceu de um erro geográfico dos bandeirantes. Eles achavam que o rio Diamantino era o caudal formador do rio Paraguai. Quase 50 anos perdurou este engano. Quando foi descoberto o verdadeiro caudal do rio Paraguai para fins de geografia, o nome já era oficializado, e assim ficou por século, sendo corrigido e oficializado definitivamente em 16 de julho de 1918, quando a vila, pela lei 772, passou à categoria de cidade, com o seu nome definitivo: Diamantino.
 Naquele tempo, apesar da distância e o meio de comunicação difícil, o arraial de Diamantino foi crescendo e progrediu tanto, que por Alvará Régio de 23 de novembro de 1820 passou à categoria de vila, com nome “Vila de Nossa Senhora da Conceição de Alto Paraguai Diamantino”.
 Em 1823, por ocasião da escolha da nova capital de Mato Grosso, Diamantino colocava-se em 3° lugar entre as principais cidades, quando foi escolhida Cuiabá . Pela Lei n° 772, de 16 de julho de 1918, recebeu a categoria de cidade, com o seu nome definitivo “DIAMANTINO”. Em 1920, por ocasião da visita de Sua Excelência, o arcebispo dom. Francisco de Aquino Corrêa, então presidente do Estado, a cidade de Diamantino foi por ele cognominada “SENTINELA DO NORTE MATO-GROSSENSE”. Em 1823, por ocasião da escolha de novo lugar para a Capital da Província de Mato Grosso, a Junta Governativa de Cuiabá apresentou a proposta a dom Pedro I para Diamantino ser a Capital.
 A razão era que Diamantino tinha um comércio para o Pará muito próspero, superando o de Cuiabá, que tinha mais dificuldades para comercializar com São Paulo.
 Dom Pedro perguntou se Diamantino estava situado na beira de rio largo e de bom calado. Ouvindo dizer que não, escolheu Cuiabá para Capital, confirmando um ato régio de 1820.
Nota – O equívoco dos bandeirantes entre os rios Paraguai e Diamantino perdurou por mais anos. Na segunda metade do século XIX, quando se realizaram os estudos geográficos da região, é que foram conhecidos e destacados os caudais de ambos os rios. E o nome de Alto Paraguai já estava oficializado. E ainda permaneceu por muito tempo.
Foi corrigido e oficializado por lei, a 16 de julho de 1918, quando a vila passou à categoria de cidade, com o seu nome definitivo, “Diamantino”.

Dom Aquino

 Dom Aquino é um município brasileiro do estado de Mato Grosso. “Localiza-se a uma “latitude 15º48’38” sul e a uma longitude 54º 55’ 04” oeste, estando a uma altitude de 283 metros. Sua população estimada no começo de 2007 era de 8.264 habitantes segundo dados do IBGE.
 Atividades econômicas: extrativismo palmito, água mineral, produção agrícola de cana de açúcar, soja, algodão, milho, arroz, banana, coco da bahia; atividade pecuária leiteira, indústria alimentícia e outras atividades em menor escala.

História

 Por volta de 1920, garimpeiros procedentes de Poxoréu abriram garimpos em Pombas, Cel. Ponce e iniciaram a povoação do atual município de Dom Aquino. A primeira denominação da localidade foi Mutum. O nome é derivado da grande quantidade de pássaros galiformes da família dos cracídeos, os mutuns. O nome foi primeiramente dado a um córrego e depois ao povoado.
 O município de Mutum foi criado pela Lei Estadual nº. 1.196, de 22 de dezembro de 1958. Com esta denominação passou à história mato-grossense. A Lei Estadual nº. 2.492, de 24 de setembro de 1965, de autoria do deputado Walderson Coelho, determinou a alteração do nome do município de Mutum para Dom Aquino. Alguns segmentos da sociedade local relutaram na troca do nome. Afinal, desde o surgimento do primeiro núcleo de povoamento, a localidade teve o nome de Mutum. Com o tempo a comunidade passou a aceitar o novo termo.
 O nome da cidade é homenagem a Dom Francisco de Aquino Correia, que foi Arcebispo de Cuiabá. Aos 32 anos conquistou o governo do Estado de Mato Grosso - então província, na qual dirigiu de 1918 a 1922. Dom Aquino nasceu em Cuiabá em 1885 e faleceu em 1956, e foi o único mato-grossense a compor o quadro da Academia Brasileira de Letras, graças aos inúmeros livros que escreveu. Foi também um dos principais incentivadores à fundação da Academia Mato-grossense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso. Leia mais sobre Dom Aquino Corrêa, sua bibliografia. Ao homenagear Dom Aquino com o nome do município, Walderson Coelho levou em consideração o currículo do religioso, e também fundamentou sua propositura no fato de haver em Minas Gerais, na região do Vale do Rio Doce, cidade com o nome de Mutum.
 O primeiro Telégrafo do Estado de Mato Grosso foi edificado pelo Marechal Cândido Rondon na cidade de Dom Aquino, mais precisamente no Distrito de Coronel Ponce.

3.14.2012

Feliz Natal

  Feliz Natal é um município brasileiro do estado de Mato Grosso. Localiza-se “a uma latitude 12º23’10” “sul e a uma longitude 54º55’11” oeste, estando a uma altitude de 370 metros. Sua população estimada em 2004 era de 8.704 habitantes. A emancipação do município ocorreu em 1995, tendo sua área territorial (11.448,049 km²) inteiramente desmembrada do município de Vera.

História

 No alvorecer do ano de 1.978, vários empresários do ramo madeireiro, a grande maioria da cidade de Sinop, deslocou-se para a região do Rio Ferro, em face da abundância de madeiras ainda inexploradas e a fertilidade do solo daquele local.
 Paralelamente á exploração de madeiras, outro empresários agropecuário investiam maciçamente na região, dentre estes a Agropecuária Cônsul S/A, Luiz Vicentini (Fazenda Bandeirantes), Flávio Turquino (Fazenda Uirapuru), Nova aliança S/A Agropecuária, Nelson Tarnoski entre outros.
As estradas eram precárias, a mercê da grande precipitação pluviométrica em quase toda a Região Norte do Estado. Depois de longos e exaustivos dias de Trabalho alguns trabalhadores da Agropecuária  Cônsul, Fazendas Bandeirantes e Uirapuru resolveram retornar a Sinop, a fim de participarem dos festejos natalinos com seus familiares. Depois de uma semana na estrada, já quase sem mantimentos, se depararam com um riacho transbordando, era o entardecer do dia 23 de dezembro.
 No decorrer da noite choveu torrencialmente, fato esse que deixou aquelas pessoas sem condições de prosseguirem a viagem, em razão da enchente do riacho e dos enormes danos causados á estrada.  Contritos pela situação e saudosos de seus familiares, aquelas pessoas se dirigiam umas ás outras com a saudação feliz natal! Feliz natal! Com o passar do tempo, floresceu uma pequena comunidade perto daquele riacho a comunidade prosperou rapidamente e como homenagem aqueles que sofreram os infortúnios de uma noite natalina em plena floresta, batizaram o vilarejo com o nome de Feliz Natal. Em meados de 1.987, deslocou para a região Antônio Domingos Debastiane, empresário bem sucedido no Estado de Santa Catarina, que resolveu a exemplo de outros pioneiros, investirem seus recursos na próspera comunidade, que cresceu, emancipou e tornou seu primeiro Prefeito.

Torixoréu

  Torixoréu é um município brasileiro do estado de Mato Grosso. Localiza-se “a uma latitude 16º11’58” “sul e a uma longitude 52º33’20” oeste, estando a uma altitude de 335 metros. Sua população estimada em 2004 era de 4 387 habitantes. Possui uma área de 2406,11 km².

História

 Em 1926, Victor Teodoro Ribeiro instalou-se com fazenda de gado, e em seguida construiu a primeira casa na região dando origem ao povoado, denominado Balizinha devido à sua posição geográfica.  Localizava-se à margem esquerda do Rio Araguaia, em frente à cidade de Baliza, que se situa na margem direita do rio, no Estado de Goiás. A formação do povoado deu-se a partir de 1931, sendo que uma das primeiras propriedades rurais da localidade foi de João Gabriel de Moraes. O Patrimônio de Balizinha foi criado pelo governo em 1933. No lugar foi construído um posto fiscal para controle do comércio entre os Estados de Mato Grosso e Goiás.
  Na Divisão Territorial de Mato Grosso, no ano de 1936, o povoado de Balizinha teve denominação alterada para Baliza de Mato Grosso, tornando-se distrito.
Pelo Decreto nº. 208, de 26 de Outubro de 1938, o distrito de Baliza de Mato Grosso passou à jurisdição do município de Guiratinga. Por muitos anos a localidade chamou-se Baliza de Mato Grosso.
 Em 10 de Dezembro de 1953, pela Lei Estadual nº. 665, foi criado o município com denominação alterada para Torixoréu, de autoria do deputado Heronides Araújo.

3.13.2012

Tapurah

História

  É uma cidade pequena, mas em pleno processo de desenvolvimento. Possuem belas paisagens como o Rio Arinos e Borges, e um povo muito hospitaleiro.
  As origens do povoamento vêm da colonização de Benedito M. Tenuta, Sérgio Leão Monteiro e Filinto Corrêa da Costa, que fundaram a Colonizadora Tapurah. Tenuta pretendeu adquirir terras do povo iránxe do Escondido, à margem do córrego do Escondido, afluente do Rio Papagaio. No entanto, Tenuta perdeu a questão. Mas a família ficou conhecendo o cacique José Tapurá. O chefe indígena deixou a região do Cravari e passou a viver com o povo do Escondido.
  Tapurá morava na região oeste do Rio Sangue e a colonização de Tenuta se encontrava na região da margem direita a amizade desse chefe indígena representava o reconhecimento ao valor dos povos indígenas. A família Tenuta prezava o cacique, assim, deu o nome dele à nascente colonização. Para designar modernidade, os tempos de progresso, se usou o estratagema da linguagem telegráfica, onde o h como última sílaba significa acento agudo.
  Os primeiros trabalhos de colonização ficaram por conta de Libertino Lourenço da Silva e José Roberto, em 1969. As primeiras famílias estabelecidas na localidade foram as de Silvino Barella e Silvino Sette. A Lei Estadual nº. 4.407, de 30 de Novembro de 1981, criou o distrito de Tapurah, no município de Diamantino. O município foi criado através da Lei Estadual nº. 5.316, de 4 de Julho de 1988, com território desmembrado do município de Diamantino. Em 2005 houve a criação de dois Municípios desmembrados do território de Tapurah, Itanhangá, Lei n° 7.266, de 29 de março de 2000 e Ipiranga do Norte, Lei n° 7.265, de 29 de março de 2000.

Geografia
 “Localiza-se a uma “latitude 12º47’06” sul e a uma longitude 56º32’30” oeste, estando a uma altitude de 393 metros. Possui uma área de 11645,1 km².
  Pertence a grande Bacia Amazônica, para essa bacia contribui a Bacia do Juruena, que recebe os rios Arinos e Teles Pires. Por sua vez, o Arinos recebe, pela esquerda, os rios São Wenceslau. São Miguel e Souza Azevedo. Já o Teles Pires, também recebe, pela esquerda, o Rio Verde.
  Clima predominante é Equatorial quente e úmido com 4 meses de seca, de maio a agosto. Precipitação anual de 2.000 mm. Com intensidade máxima em janeiro e março, a temperatura média anual de 24ºC, máxima 40ºC, e menor mínima 4ºC.

Primavera do Leste

Primavera do Leste é um município brasileiro do estado de Mato Grosso. Localiza-se a uma latitude 15º33'32" sul e a uma longitude 54º17'46" oeste, estando a uma altitude de 636 metros.

História

  Primavera do Leste era chamada de "Bela Vista das Placas", localizada na Rodovia 070, km 150. A fundação e implantação do projeto Cidade de Primavera ocorreu a 26 de setembro de 1979, projetada pela Construtora Imobiliária Consentino.
  No ano de 1981, Primavera do Leste é elevada a categoria de Distrito, do Município de Poxoréo e em 24 de agosto de 1984, criou-se a Comissão Pró-Emancipação do distrito, composta por vinte e seis membros e como presidente Darnes Egydio Cerutti. Como primeira sugestão, escolheu-se o nome de Primavera D`Oeste, nome foi rejeitado pela Comissão de emancipação da Assembléia Legislativa Estadual, pois o mesmo estava incorreto geograficamente, em vista disto, no dia 27 de junho de 1985 definiu-se que o novo Município deveria chamar-se Primavera do Leste.
  Em 13 de maio de 1986, o Governador do Estado de Mato Grosso, assinou a Lei estadual n°. 5.014, que outorgava ao distrito, a categoria de Município de Primavera do Leste. Com uma área de 5.664 km. Tornou-se Comarca, através da Lei Estadual n°. 5.436 de 03 de maio de 1989.

Economia

  Primavera do Leste já atraiu muita gente pela sua prosperidade. De acordo com o censo do IBGE em 2010 Primavera do Leste possui hoje um total de 52.000 habitantes.  Em 2008 iniciou-se acelerado processo de industrialização no município, com o início da instalação de uma indústria esmagadora e refinadora de soja da multinacional Cargill, que vai industrializar grande parte da produção regional de soja, e colocar no mercado o óleo de soja Liza. A empresa mineira Granja Mantiqueira, uma das maiores do país na produção de ovos,
também já se instalou no município, produz mais de 3.000.000 ovos/dia e quando totalmente concluída processará mais de cinco milhões de ovos/dia.
  O município conta com três distritos industriais onde mais de 50 empresas já estão instaladas, gerando 1000 empregos diretos e indiretos. Os distritos industriais estão recebendo total atenção e sendo modernizados com obras de infra-estrutura.
  É uma cidade em franco desenvolvimento, com destaque para as atividades ligadas a agricultura e ao comércio. A vocação turística, com grandes incentivos do poder público, vem ganhando destaque e amplia significativamente suas bases comerciais.

3.12.2012

Rondonópolis

  Rondonópolis é um município brasileiro do estado de Mato Grosso. “Localiza-se a “uma latitude 16º28’15” sul e a uma longitude 54º38’08” oeste, estando a uma altitude de 227 metros. Sua população em 2011 é estimada em aproximadamente 200 mil habitantes, o que coloca Rondonópolis em 135º lugar no Brasil, 54º lugar entre os municípios interioranos brasileiros e 3º lugar no estado. Possui uma área de 4.165 km².
  O município é cortado pelas rodovias federais BR 364 e BR 163, as mais importantes vias de escoamento da produção e ligação do Mato Grosso e região norte com o sul do país. Esta localização estratégica faz com que Rondonópolis se consolide a cada ano, como Pólo Industrial do Centro-Oeste. Nos próximos anos também, os trilhos da Ferronorte devem chegar próximos à cidade e impulsionar ainda mais o desenvolvimento da região devido entre outros fatores, à implantação do Porto Seco. O Porto Seco, que é uma zona exportadora, irá reduzir os custos de exportação da produção local e estadual. Rondonópolis, tem como divisa ao norte, os municípios de Juscimeira e Poxoréo; ao sul Itiquira; ao leste São José do Povo Pedra Preta e ao oeste Santo Antônio do Leverger. A zona urbana do município é banhada pelo rio Vermelho e o Arareau. Já a zona rural é cortada pelos rios Ponte de Pedra, Jurigue e Tadarimana.
  Rondonópolis está a 210 quilômetros de distância da capital Cuiabá.

História

  O município originalmente era conhecido como "Ponte de Pedra", por causa do rio de mesmo nome que banha a região. Com a passagem da Comissão Rondon pela região, a fim de fazer levantamentos para a construção de linhas telegráficas, veio o tenente Otávio Pitaluga, que mediu e instituiu as diretrizes para uma futura cidade. Com esse projeto, a localidade foi rebatizada de Rondonópolis, em homenagem a Marechal Rondon, em 1918.
  Até a década de 1940, a cidade permaneceu em decadência. Poxoréo, perto dali, era elevada a município e crescia com o garimpo, enquanto Rondonópolis ficava estagnada. Somente depois de 1947 a cidade se desenvolveria, com a instalação de colônias agrícolas pelo governo do estado. Começa a haver um fluxo de migração, inicialmente de outras partes do estado e também de Minas Gerais, São Paulo, do Nordeste e até de outros países, e mais tarde principalmente da região Sul.
  O processo de expansão se acelera, e Rondonópolis passa pelo mais rápido processo de modernização do campo que se tem notícia na região Centro-Oeste. Já como pólo econômico, nas décadas de 1980 e 1990 fica conhecida como "Capital nacional do agronegócio".

Geografia

  Rondonópolis faz limite com os municípios de Juscimeira, Poxoréo, Itiquira, São José do Povo, Pedra Preta e Santo Antônio do Leverger. A cidade é banhada pelos rios Vermelho Tadarima, Arareau, Ponte de Pedra, Guiratinga, e Jurigue.
  A região tem vegetação típica do cerrado, e o clima é tropical quente e úmido, com chuvas concentradas na primavera e no verão. A temperatura média é de 22°C podendo chegar aos 7°C no inverno e 40°C no verão.
  A cidade está localizada em posição privilegiada, no entroncamento das rodovias BR-163 e BR-364, e, em breve, através da Ferronorte, ligada por ferrovia com os principais portos do país.

Economia

  A economia é baseada no agro negócio, no comércio e na prestação de serviços. As lavouras de algodão e soja e o gado de corte e de leite são destaque. A cidade também é um importante pólo comercial, além de ser considerada "capital regional", por sua importância. A edição de Janeiro/2010 da Revista "Pequenas Empresas Grandes Negócios", mostra estudo exclusivo, feita pela consultoria paulistana Geografia de Mercado que deu origem à lista de 25 cidades boas para se empreender e Rondonópolis está no 7º lugar da lista das cidades, entre 100 e 200 mil habitantes. Rondonópolis agora volta seus ideais para a indústria. A Cervejaria Petrópolis (Crystal), a TBM Têxtil, a Santana Textiles, Nortox Agrotóxicos, Bunge Alimentos, ADM, Agra, e outras são exemplo dessa industrialização.

Turismo

  O Turismo de Rondonópolis é movimentado pelo agro negócio, mas devido às belezas naturais da região, o eco turismo já surge como atração para o setor. Outra área que começa a atraírem visitantes é o Esporte devido a vários campeonatos de diversas modalidades. As feiras agropecuárias como a Agrishow Cerrado (feira internacional de tecnologias agrícolas), que acontece em abril e a Exposul (exposição agropecuária oficial da cidade), realizada em julho atraem milhares de pessoas de todo o Brasil para o município. O Parque Ecológico João Basso (área de preservação ambiental particular) é formado por cachoeiras, grutas, inscrições rupestres e trilhas que levam à Cidade de Pedra. Há também por toda a região de Rondonópolis uma série de cachoeiras e rios propícios para os amantes da boa pescaria, para a prática de esportes radicais como o rapel ou simplesmente para contemplar a natureza exuberante do cerrado. Os campeonatos de skate, Moto-Cross, Fórmula Uno, Festival de Arrancadas e o circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia também contribuem para o Turismo local.
  Para atender a demanda de turistas e visitantes a cidade de Rondonópolis dispõe de um aeroporto municipal que faz a ligação aérea com Cuiabá, Barra do Garças, Rio Verde, Goiânia, Vilhena, Ji-Paraná, Porto Velho e Manaus e um terminal rodoviário composto por 22 empresas de transportes que ligam o município a todos os outros Estados do Brasil.

Sorriso

  Sorriso é um município brasileiro do estado de Mato Grosso com 66.506 habitantes em 2010. Localiza-se “a uma latitude 12º32’43” “sul e a uma longitude 55º42’41” oeste, estando a uma altitude de 365 metros. Em 2000 sua população era de 35.605 habitantes.

História

  O Município de Sorriso está situado na região norte do Estado de Mato Grosso, no km 742 da rodovia federal BR-163, Cuiabá - Santarém, a 412 km da capital, Cuiabá. A sua fundação deu-se através de um projeto de colonização privada, com a maioria absoluta da sua população constituída por migrantes provenientes da região Sul do País.
  Em 26.12.1980, foi elevada a categoria de Distrito, pertencente ao Município de Nobres. Em 20.03.1982, foi instalada a Sub-Prefeitura no Distrito de Sorriso.
  Em 13.05.86 a Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso, aprovou e o Governo Estadual, através da Lei 5.002/86, elevou o então Distrito de Sorriso à categoria de Município, desmembrado do Município de Nobres.
  Sua formação administrativa atual é: Sorriso (sede), Boa Esperança, Caravágio e Primavera (distritos).

Economia

  A economia do município está diretamente relacionada ao agro negócio, sendo o cultivo da soja a principal atividade. É considerado o maior produtor de soja do país. No município encontram-se instaladas multinacionais como Archer Daniels Midland (ADM), Bunge, Cargill, Dreyfus, Noble e Glencore, além de empresas regionais como Amaggi, Coacen, Fiagril e Multigrain entre outras. Também se destaca a produção de algodão e milho. Possui dois abatedouros de aves e três de suínos, com previsão de instalação de outro para 2012. É o município que, individualmente, mais produz grãos no Brasil: 3% da produção nacional e 17% da produção estadual. Em seus 600.000 hectares, agricultáveis, produzem mais de 1,8 milhões de toneladas de grãos, além de 26,4 mil toneladas de pluma de algodão. A soja é a principal cultura, atingindo quase 84% da produção. Desde 2004 Sorriso possui um sopping center Park Shopping Sorriso, no que ajuda na divulgação da cidade e aumenta a economia.

Geografia

   A vegetação do município de Sorriso é constituída por cerrado, arbóreo denso (cerradão), florestas abertas (matas ciliares) e 65% da área do município é de campos cerrados. Apesar de o cerrado ser considerado por alguns um lugar pouco atraente e vistoso, guarda em seu interior uma considerável riqueza. Dentro deste molde se encontra o Salto Magessi, localizado a 150 km de Sorriso. Encravada em meio ao cerrado e Amazônia legal, Sorriso desfruta, além das riquezas naturais, de uma posição geográfica privilegiada, com excelentes condições de clima, relevo, solo, hidrografia e todas as condições para dimensionar o município como um dos maiores pólos de desenvolvimento do país.

Infra-estrutura

  Sorriso é uma cidade planejada sob certos aspectos, pois suas avenidas principais são amplas e largas. Há praças, jardins, áreas verdes e parques bem distribuídos. As boas condições de vida permitem construções de alto padrão por todos os bairros. Os bairros são entregues com água, esgoto, energia e asfalto, possibilitando que a população tenha uma excelente qualidade de Vida. É uma das cidades mais seguras do estado, devido a grande quantidade de empresas do ramo de segurança privada, além da policia civil e militar instalada no município. Conta também com câmeras de vigilância espalhadas por diversos pontos da cidade. Possui escolas de ensino fundamental, médio, e técnico, além de faculdades locais e a distância. Com uma das melhores médias do ENEM no Estado do Mato Grosso.
  A cidade é bem sinalizada. Está entre os 200 municípios brasileiros com melhor qualidade de vida, já ocupando o primeiro lugar de Mato Grosso no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), segundo o relatório de 2004 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), recebendo este prêmio no último ano de mandato do prefeito Sr. José Domingos Fraga Filho.
  Sorriso é ponto referencial da Rodovia BR-163, ligação de Cuiabá a Santarém, que cruza a região, formando um eixo rodoviário de ligação norte/sul/leste/este, juntamente com a BR 242, que corta o Estado do Mato Grosso, ligando ao Estado de Goiás (Leste) e a Rondônia (Oeste), favorecendo o transporte da produção. O rio Teles Pires também é uma importante fonte de riquezas. Tais características fazem de Sorriso um importante pólo gerador de rendas e divisas para o país.

Saúde

  A cidade também se destaca na área de saúde pública, possuindo o Hospital Regional de Sorriso, que atende exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é a única unidade pública estadual do meio-norte mato-grossense. Possui 120 leitos e cerca de 350 funcionários. Presta serviços nas principais áreas da medicina, e diversos Postos de Atendimento a Família (PSF), localizados nos bairros da cidade. Além do Hospital Particular Nossa Senhora de Fátima. E uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que estará em funcionamento em meados de 2012.

Sinop

   Sinop é um município brasileiro do Estado de Mato Grosso. Sendo a quarta maior cidade deste estado, sua população em 2011 é estimada em mais de 110 mil habitantes, o que coloca Sinop em 229º lugar no Brasil, 114º lugar entre os municípios interioranos e 4º lugar no estado. Possui uma área de 3.194,339 km².
  Está instalado ali um radar do Sivam, para monitoramento da Amazônia Legal. Também a Embrapa tem sede em Sinop, a única do estado do Mato Grosso. É conhecida como a Capital do Nortão, sendo atualmente pólo de referência em todo o 
norte mato-grossense.

Origem

  No início dos anos 70, tem início a construção de uma cidade no Norte de Mato Grosso originada de uma empresa, a Sinop Terras, que se origina da Gleba Celeste, dividida em 5 lotes. A construção de Sinop se assemelha a construção de Brasília, ocorrida mais de 10 anos antes, pois tanto uma quanto a outra foram construídas muito rapidamente (em poucos anos) e a colonização inicialmente se deu por paranaenses, mas logo, num fenômeno de explosão populacional, se estendeu aos brasileiros de todas as regiões do país, principalmente do Sul, Nordeste e Norte do Brasil.

História

  Em 1948 Ênio Pipino e João Pedro Moreira de Carvalho fundam a Sociedade Imobiliária Noroeste do Paraná, mais conhecida como Sinop Terras S/A. Em 1954 Ênio Pipino vai ao Estado do Paraná, onde funda várias cidades. No inicio dos anos 70, o norte de Mato Grosso era populacionalmente vazio. Numa área de 645 mil hectares denominado Gleba Celeste (onde originou-se Sinop) inicia a colonização, situados a 500 km de Cuiabá na BR-163 (trecho Cuiabá-Santarém). O Núcleo de Colonização Celeste pertencia á Jorge Martins Phillip e possuía área inicial de 198 mil hectares de terras destinadas para colonização, sendo adquirido em 1971 por Ênio Pipino.
  A abertura das primeiras ruas de Sinop teve início em maio de 1972 e logo as primeiras famílias de pioneiros chegavam à cidade. Até então viagem do interior do Paraná até Sinop demorava sete dias. Mas, apesar dessa grande dificuldade, o fluxo migratório na direção Oeste, que acompanhava o adentra mento da fronteira agrícola no Norte de Mato Grosso, crescia cada vez mais. A execução do projeto deu-se por cerca de 400 homens e máquinas, que atravessaram o rio Verde e abriram as primeiras picadas na selva. A data de sua fundação acabou sendo em 14 de setembro de 1974 e o nome adotado foi a sigla SINOP (Sociedade Imobiliária Noroeste do Paraná), sendo tudo extremamente rápido (a construção de Sinop faz lembrar um pouco a construção de Brasília, ocorrida mais de 10 anos antes) e o maior contingente de migrantes ocorreu em 1975.
  A cidade já era um verdadeiro canteiro de obras, com mais de 20 quadras, 1.400 km de estradas vicinais, campos experimentais, centro comunitários, escolas infra-estrutura de apoio para atender aos novos habitantes, que eram brasileiros de todas as regiões do País. No dia 24 de julho de 1976, o então governador José Garcia Neto assinou a Lei 3.754/76, elevando Sinop à categoria de distrito do município de Chapada dos Guimarães. Em 17 de dezembro de 1979, o governador Frederico Campos assinou a Lei 4.156/79, que elevou Sinop à categoria de município.
  Sua denominação deriva-se do acrônimo de Sociedade Imobiliária Noroeste do Paraná, nome da empresa responsável pela colonização do norte de Mato Grosso por agricultores do norte do Paraná.

Geografia

  Sinop está localizada no noroeste da região Centro-Oeste do Brasil, no Norte Mato-grossense, na Microrregião de Sinop. Localiza-se “na latitude de 11º50’53” “Sul e longitude de 55°38’57” Oeste. Dados geográficos de Sinop:
   Formação Geológica: coberturas não-dobradas do Fanerozóico e Bacia Quaternária do Alto Xingu
   Relevo e altitude: Planalto Residual Norte de Mato Grosso e Planalto do Parecis. Altitude de 384 metros acima do nível do mar.
   Hidrografia: Bacia Hidrográfica do Amazonas. Rio Teles Pires, importante afluente do Rio Tapajós.
   Clima e pluviosidade: equatorial, com cerca de três meses de seca e precipitação anual de 2.500 mm. Temperatura média anual de 24ºC (entre 40ºC e a mínima abaixo de 20ºC).
   Área: 3.194,339 km² e urbana de 17 km².

Várzea Grande

  Várzea Grande é um município brasileiro do estado de Mato Grosso. Possui uma população predominantemente urbana, de 255.448 habitantes em 2011. Está em conturbação com a capital Cuiabá, da qual se separa apenas pelo rio que empresta o seu nome à capital, o rio Cuiabá.
  As duas juntas somam 834.060 habitantes sua região metropolitana possui quase um milhão de habitantes. É o segundo maior município do estado e 99º do Brasil em população.

História

  A cidade de Várzea Grande nasceu da doação de uma sesmaria aos índios Guanás - considerados mansos pelos portugueses e hábeis canoeiros e pescadores - em 1832 por parte do Governo Imperial, daí a denominação Várzea Grande dos Guanás. Foi caminho obrigatório das boiadas que vinham de Rosário do Rio Acima (hoje Rosário Oeste) em busca de Cuiabá.
  Contudo, segundo a história tradicional, sua fundação está intimamente ligada ao acampamento militar construído durante a guerra com o Paraguai, supostamente nas imediações do atual centro da cidade - o Acampamento Couto Magalhães. No entanto, este acampamento militar, que dava suporte à capital do estado durante a guerra, e que foi estabelecido, a 15 de Maio de 1867, pelo General, advogado e mineiro da cidade de Diamantina (MG) José Vieira Couto de Magalhães, se localizava na margem esquerda do Rio Cuiabá, ou seja, do lado da cidade de Cuiabá, próximo da barra do rio Coxipó.

Geografia

  Várzea Grande é predominantemente comercial e industrial, sendo a agricultura de subsistência. Através de incentivos fiscais e doações de terras, indústrias se instalaram na região, constituindo, juntamente com a capital, o principal pólo industrial do estado. 
  Várzea Grande foi nomeada em 2010 a cidade mais industrial e comercial do estado de Mato Grosso superando até a famosa Rondonópolis e ficando em 26º lugar em questão nacional. O Terminal de Integração André Maggi movimenta mais de 60 mil pessoas por dia. Previsto Para 2012 o lançamento do primeiro Shopping Center de Várzea Grande o Guanás Shopping Center localizado próximo ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, que deve fazer a economia da cidade crescer mais e movimentar mais ainda o comércio municipal, além do Shopping Fórmula localizado na avenida da FEB.

Clima

  Várzea Grande assim como Cuiabá tem o clima tropical quente úmido, a amplitude térmica varia muito de 12ºC à 32ºC. O inverno,nos últimos tempos tem se mostrado rigoroso,temperatura abaixaram para 8ºC no mês de julho com sensação térmica de 4,9ºC fato atípico para moradores que estão acostumados com elevadas temperaturas,porém a estação é muito seca e nessa época do ano em Mato Grosso há muitas queimadas que prejudicam a saúde e isso faz com que a umidade relativa do ar caia para até menos de 13 %. Também é a estação mais quente, com o tempo seco e com baixos índices de umidade relativa a temperatura chega fácil aos 40°C. O Verão é muito quente com temperaturas que variam de 22ºC à 32ºC ou até os absolutos 38ºC, é também a estação que mais chove com mudanças repentinas de uma hora para outra, e isso faz com que a temperatura caia um pouco, em um dia chuvoso a temperatura não passa dos 26ºC com a mínima podendo chegar há 16°C. Várzea Grande assim como Cuiabá possui noites quentes com temperaturas que podem chegar aos 32ºC, só de madrugada a temperatura cai para a casa dos 24ºC.

5.29.2011

Colniza

História
Colniza foi projetada antes mesmo de ter moradores nela. Os primeiros povos a habitarem a região eram os seringueiros e ribeirinhos denominados “beiradeiros” que viviam às margens do rio Roosevelt. No ano 1986 começava a abertura das primeiras estradas, as primeiras ruas em meio a mata amazônica. Colniza começava a sair do papel, a empresa de colonização se instalou com suas equipes de mato e de construção onde hoje é chamado de “colniza velha” e lá construíram as primeiras casas que seriam habitadas pelos funcionários e familiares da empresa Colniza Colonização. As primeiras obras a se construírem no município foi a sede da colonizadora, uma escola estadual que é a escola Bernardino Gomes da Luz, um Posto de Saude o loteamento urbano com abertura de ruas e rural com abertura das linha vicinais que dão acesso ao que hoje se chama Projeto de Assentamento Perseverança Pacutinga. Também marca na historia de Colniza a época de garimpos, o qual teve papel muito importante no desenvolvimento do município, esta atividade por um longo período foi quem manteve a economia local, os garimpos explorados na época eram garimpos de ouro conhecidos por: Garimpo do Moriru, Garimpo do Natalzinho e Garimpo do Santo Onofre ou Natal; as atividdades de garimpo empregavam muita gente e traziam renda para o município, após a mudança de economia nos anos 90 houve a inviabilização dos garimpos, onde várias pessoas tiveram que procurar outras atividades para seu sustento. Este fato levou Colniza a um estado de cidade fantasma, as ruas estavam vazias, pois haviam restado somente 23 (vinte e três Famílias) e a maioria eram funcionários de uma fazenda de café, denominada por Kojima, nisto via-se que a salvação de Colniza seria a agricultura a longo prazo e de imediato, a madeira. O Projeto de Assentamento Perseverança Pacutinga foi o primeiro projeto de assentamento que existiu no município. Logo após a implantação das estruturas essenciais, deu-se então a campanha de divulgação em todo o Brasil do promissor município que nascia e das terras baratas acessíveis a todos. O governo federal por sua vez em parceria com a colonizadora, lançou a proposta para os sem-terras do Rio Grande do Sul para quem quisesse vir para Colniza teriam terras e ajuda de custo para permanecerem no município, e assim várias famílias aceitaram a proposta e foram trazidas com um avião do exército em 1991 e foram assentados no P.A Perseverança Pacutinga. Essas famílias por sua vez, tiveram dificuldades em se adaptar às adversidades encontradas sendo elas, doenças como malária, feridas no corpo causadas pelas picadas de mosquitos, falta de estradas, um longo período de chuvas, deixando-os ilhados, falta de comunicação e outros; diante destas adversidades poucas famílias permaneceram. Diante das dificuldades, a grande maioria das famílias retornaram para suas cidades de origem, deixando tudo para trás e um município quase deserto, ficando poucos que ainda acreditavam que um município tão longínquo pudesse se desenvolver. A partir de 1994 um novo fluxo de imigração ocorreu, mas desta vez vindo do estado de Rondônia, pessoas que vinham de todos os lados do estado vinham atrás do sonho de ter sua própria terra, e esses, enfim, se apropriaram das terras devolutas que ainda existiam e grandes áreas de fazenda e assim se fixaram forçando o governo federal a realizar em grande parte do município, assentamentos rurais e assim se fez. Hoje colniza está em segundo lugar no Estado em assentamento rural agrário. A partir daí, o município não parou mais de crescer. Durante uma década, o município viveu como distrito do município de Aripunã. Somente em agosto de 1998, ocoreu o primeiro plebiscito para a emancipação, mas não foi aprovado, pois não se alcançou a quandidade necessária de votos para tal fato, mas novamente se levantou um movimento pró-emancipação de Colniza e em 3 de outubro de 1998, fez-se o segundo plebiscito e desta vez os votos foram suficientes para a criação do município e cumprindo o anseio da população a Lei Estadual nº. 7.604 de 26 de novembro de 1998, de autoria do Deputado Estadual Pedro Satélite, tornou emancipado o Município de Colniza.

Toponímia

Colniza fez parte do projeto de colonização da Amazônia na década de 80, onde o plano do governo era povoar a Amazônia. O objetivo era tirar as famílias de sem terras da região Sul e assentá-las em terras produtivas de uma forma regular e ordenada, assim sendo, contratou-se uma empresa de colonização para fazer a colonização das áreas destinadas a Projetos de Assentamentos, na qual a empresa se chamava “Colniza Colonização Com. e Ind. Ltda”, daí a origem do nome de colniza, o município leva o nome da empresa que o colonizou.

Demografia

O município de colniza foi projetado na década de 80 para atender as necessidades do país, em fazer assentamentos fundiários e povoar a Amazônia, como medida de protegê-la de invasores. No ano de 1990 e 1991 Colniza passou pelo primeiro estágio de reforma agrária, onde o Governo Federal assentou várias famílias vindas de diversos lugares do Rio Grande do Sul. Essas famílias por sua vez, não conseguiram se adaptar às adversidades encontradas sendo elas, doenças como malária, feridas no corpo causadas pelas picadas de mosquitos, falta de estradas um longo período de chuvas, deixando-os ilhados, falta de comunicação e outros. Diante das dificuldades, grande parte das famílias, retornaram para suas cidades de origem, deixando o município quase que fantasma, ficando apenas algumas famílias, mas a partir de 1994 um novo fluxo de imigração ocorreu, mas desta vez vindo do estado de Rondônia, pessoas que vinham atrás do sonho de ter sua própria terra, e esses enfim se fixaram, devido isso, a maioria da população Colniziense é oriunda do Estado de Rondônia. Após a emancipação do município em 1998, este passou por um crescimento acelerado e, porém desordenado, passando de uma população de aproximadamente 3.000 habitantes para 13.000 até o ano de 2004; No entanto, no último CENSO IBGE, realizado no ano de 2010, Colniza apresentou uma população de 26 390 habitantes e 16.761 eleitores, mostrando-se um dos municípios brasileiros com a maior taxa de crescimento populacional.

Geografia
Colniza faz limites com os Estados de Rondônia e Amazonas e seus limites de fronteiras são: n Norte com o Estado do Amazonas, pelos Municípios de Apuí e Humaitá, n Oeste pelo Estado de Rondônia, Pelo Município de Machadinho do Oeste, n Sudoeste pelo Município de Rondolândia, n Sul pelo Município de Aripuanã - MT, n Leste com o Município de Cotriguaçú - MT; O município está localizado ao noroeste do estado nas coordenadas geográficas: 09º24’39,5” de latitude sul e 59º01’22,0” de latitude oeste, com altitude média de 450,00 metros em planície e extensão territorial de 27.947,646 km². A via de acesso ao mesmo, é pela Rodovia MT 418 e MT 206. A topografia levemente ondulada, com pequenas porções de áreas com relevo fortemente ondulado e vegetação de matas densas e altas, típicas da amazônia e áreas de Savana ou Cerrado: tipificadas por árvores de pequeno porte, tortuosas, isoladas ou, agrupadas sobre um revestimento de gramíneas, possuindo geralmente casca grossa e tuberosa, adaptadas a solos deficientes. Podem se apresentar como savana arbórea densa (cerradão), com maior número de indivíduos (árvores de até 10m), adensados e ramificados (esgalhados), arbustos anões e palmeiras acaules e/ou savana arbórea aberta (campo cerrado), com árvores pequenas (até 5m), esparsamente distribuídas, plantas anãs e palmeiras acaules, sendo comum ao longo do eixo da Rodovia 206 sentido ao Distrito de Três Fronteiras e às margens do Rio Roosevelt. O município faz parte do conhecido, “Cinturão verde da Amazônia”, cercado pelo ecosistema da Amazônia.

Clima

O clima é tropical quente-úmido, com período de seca coincidente com o inverno. Período chuvoso, compreendendo de outubro a maio, onde a precipitação anual varia em torno de 1.500 a 2.600 mm. A umidade do ar é bastante elevada e têm limites de 88%. A temperatura minina é de 24°C e máxima de 35°C.


Hidrografia


Diversos rios cortam o município, sendo os principais: o Rio Canamã, Rio Aripuanã; Rio Salvação, Rio Guariba; Rio Água Branca, Rio Roosevelt; e Rio Madeirinha; fazendo parte da bacia hidrográfica do Rio Amazonas.

Fauna
A fauna da região de Colniza é composta por animais de pequeno e grande porte como mamíferos, aves, répteis, peixes e muitos insetos. Dentre os mamíferos podemos encontrar nas matas da região onças (Panthera onca), jaguatiricas (Leopardus pardalis) macacos (Cebus sp.), cotias (Dasyprocta sp.), pacas (Agouti paca), antas (Tapirus terrestris), veados (Mazama sp., Ozotoceros sp.), tamanduás (Myrmecophaga sp., Tamandua sp.), porcos-do-mato (Tayassu tajacu), tatus (Dasypus sp., Euphractus sp.) de grande importância ecológica, pois são capazes de alimentar-se de insetos (insetívoro) contribuindo para um equilíbrio de populações de formigas e cupins, preás (Cavia aperea) e diversos outros mamíferos. Aves como gaviões (Elanoides forficatus, Gampsonyx sp., Buteogallus sp.), araras (Ara spp.), periquitos e tuins (Myiopsitta sp., Forpus sp. ), papagaios (Amazona sp.), urubus (Cathartes spp. ), beija-flores (Phaethornis sp., Heliomaster sp.), jacus (Penelope spp.), mutuns (Mitu sp.), saíras (Tangara spp.), tiés (Ramphocelus spp.) que alimentam se de frutos de embaúba, rolas (Streptopelia spp.) e dezenas de outros pássaros que também podem ser avistados nas matas e proximidades da cidade. A fauna de répteis e anfíbios também é riquíssima como em toda a região amazônica tendo como representantes mais comuns cobras, jacarés, tartarugas, rãs, sapos, lagartos, calangos e outros. A fauna aquática é composta por diversas espécies de peixes como lambaris (Astyanax spp.), pacus (Colossoma sp.), piranha (Pygocentrus sp.), pirararas (Phractocephalus hemioliopterus), cascudos (Hypostomus sp.), bagres (Genidens sp., Bagropsis sp., Bagre sp.), entre outras espécies. A fauna de artrópodes é a mais diversificada, destacando-se várias espécies de besouros, formigas, cupins-de-solo, cupins-de-montículos, cupins-arborícolas, libélulas, gafanhotos, aranhas, borboletas, mariposas, abelhas, percevejos, mosquitos e outros, que podem ser encontrados nos mais diferentes habitats.

Economia

  A economia de Colniza, está baseada no comércio, indústria, minério, agricultura e áreas de preservação permanentes, sendo algumas dessas áreas destinadas ao extrativismo e ao turismo.
  Na indústria, podemos destacar as madeireiras; O Município é dotado de grandes áreas de Manejo Florestal, dando suporte para a indústrias permencerem desenvolvendo suas atividades de uma maneira sustentável e duradoura; Quase toda a produção é destinada a exportação, o município conta também com as indústria moveleira, laticinios e produção experimental de Biodiesel.
  O comércio a representatividade é varejista, constituída por casas de gêneros alimentícios, vestuário, eletrodomésticos, agropecuário, de objetos e artigos diversos.
  A mineração também é um atividade da economia do Município, sendo mineração de cassiterita, mineração São Francisco, de jazidas de ouro, o garimpo Muriru, explorações estas, devidamente reconhecidas e registradas.
  Na agricultura, a base econômica é a agricultura familiar, o município conta com 07 (sete) Projetos de assentamentos de Reforma Agrária regularizados ou em fase de regularização pelos órgãos competentes tais como: “P.A. Natal,” “P.A. Escol Sul,” “P.A. Perseverança Pacutinga,” “P.A. Colniza I,” “P.A. Colniza II,” de responsabilidade do INCRA, e os assentamentos “P.A. Filinto Muller” e “P.A.1° de Maio”, de responsabilidade do INTERMAT. A cultura de produção é de lavoura temporária e permanente, tais como; milho, feijão, arroz, mandioca, abacaxi, hortifrutigranjeiro, café, cacau, banana, pupunha e outros. Colniza está se tornando o maior produtor de café do Etado com 15.640.350 pés de café e uma média de 75.834,56 sacas limpas são colhidos anualmente, e esta produção tem um crescimento notável a cada ano.
  A pecuária do município é mais direcionada ao gado de corte, mas com tendências de crescimento na criação de gado leiteiro. Colniza possui um rebanho de 217.000 cabeças de bovinos, com base nas pesquisas realizadas pelo INDEA no ano de 2007. Com um peso menor na economia destaca-se também a criação de ovinos, caprinos e eqüinos.
  As áreas de reservas e preservação permanentes do município, além da comercialização dos produtos retirados das reservas extrativistas para sustento de povos típicos (ribeirinhos), agregam a economia do município o ICMS ecológico que contribui para o desenvolvimento socioeconômico do mesmo. O Município tem seis reservas de preservação permanente, totalizando 538.935,11 hectares, ( 19,28 % ) do território do município, sendo elas;
Reserva Resex Guariba Roosevelt, reserva extrativista de preservação permanente, destinado aos ribeirinhos que vivem às margens do Rio Guariba e Roosevelt, para a continuidade da cultura da população ribeirinha. Nela são extraídos, castanhas do Pará, látex das seringueiras, óleo copaíba e várias espécies de plantas medicinais que são comercializadas em todo país e exterior. Criada através da Lei 7.164/99 contendo 57.630,0 hectares.
Estação Ecológica –Rio Roosevelt, área de preservação permanente, criada a partir da Lei nº 7.162/99, com uma área de 53.000,65 hectares, destinada a pesquisas cientificas e preservação das espécies.
Estação Ecológica – Rio Madeirinha, área de preservação permanente, criada a partir da Lei nº 7.163/99, com uma área de 13.682,96 hectares, destinada a pesquisas científicas e preservação das espécies.
Parque Estadual Tucumã, área de preservação permanente, criada a partir do Decreto nº 5.439/02, com uma área de 66.475,0 hectares, destinada a pesquisas científicas e preservação das espécies.
Parque Estadual Igarapés do Juruena, área de preservação permanente, criada a partida do Decreto nº 5.439/02, com uma área de 103.375,5 hectares, destinada a pesquisas científicas, preservação das espécies, educação ambiental e futuramente, atividades turísticas. .

Turismo


O turismo de Colniza está mais ligado ao Eco-Turismo, por estar localizada na região amazônica, uma região de belíssimos rios, animais silvestres, paisagens variadas e naturais. Os pontos turísticos mais visitados do município são:
Rio Aripuanã Este rio está localizado a 18 km da sede do município, medindo cerca de 250 metros de largura, com pequenas cachoeiras e lindas ilhas; em suas margens residem vários ribeirinhos, que vivem diretamente da pesca. Os peixes típicos deste rio são o Tucunaré, Curvina, Cachara, Jundiá, Pirarara entre outros. Sobre este rio está a maior ponte de madeira da América Latina, medindo 275mts, sendo uma das grandes atrações.

Festival de Pesca
O Festival de Pesca Esportiva de Colniza é conhecido por FESPECOL, e este está inserido no Calendário Estadual do Campeonato de Pesca. Colniza foi inserida oficialmente no calendário no ano de 2005, sendo um evento magnífico onde se reúnem diversos amadores e profissionais da pesca. O Fespecol é conhecido como “Aventura Amazônica” por estar localizado no extremo noroeste mato-grossense e o acesso ser de estrada de chão, onde podem ser encontradas dificuldades e várias emoções para quem tem espírito aventureiro e desbravador e consegue tirar emoções dos simples detalhes da natureza. Também podem ser apreciados shows culturais e programações de esporte e lazer, banhos e passeio de barco. O Fespecol é realizado no Rio Aripuanã. Este rio, apesar de ser navegável, requer habilidade do piloto da embarcação, devido muitas pedras e corredeiras. O Fespecol se torna mais atrativo devido à classificação ser por pontuação, diferente dos quais são classificados pelo maior peixe, com a classificação por pontuação se torna mais emocionante, pois se dedicam à captura do peixe de maior pontuação e não só do maior, os peixes de maior pontuação costumam ser os peixes de couro, sendo eles: Cachara, Pirarara e Jundiá. Lembramos que, todos os pescados logo após a captura e análise e medição realizado pelo fiscal do Fespecol, deverão ser devolvidos ao rio.
Rio Roosevelt Um dos mais belos rios do Estado do Mato Grosso, conhecido internacionalmente por ter sido explorado pelo ex-presidente Norte Americano Theodore Roosevelt e Marechal Candido Rondon, repleto de ilhas e belas praias, rio de águas mui claras e rico em peixes e animais silvestres que vivem em suas margens, o mesmo tem mantido suas matas nativa e bem preservada por toda sua extensão. Este rio é muito procurado para a realização de pesca esportiva devido a variedade de peixes nele encontrado, tais como Tucunaré, Piraputinga, Pintado, Pirarara Jaú e outros.
Cachoeira do Pingueiro uma cachoeira em meio a mata nativa, com aproximadamente 50mts de altura, localizada próximo ao Rio Roosevelt. Um belíssimo lugar para estar em contato com a natureza.
Agropecuária Santa Maria, a fazenda e Agro-flerestal Santa Maria é a maior área de Manejo Sustentável do Brasil, nela podem ser visto várias espécies de árvores nativas como: Ipê Amarelo e Ipê Roxo, Angelim, Jatobá, Castanheiras, Cedro-Rosa, Sumaúma e entre outras. Além das madeiras de lei, podem ser apreciadas a diversidade das plantas especificas da região amazônica. Podem ser visualizadas também várias espécies de pássaros, em seu habitat natural, tais como araras, maritacas, periquitos, mutuns, pica-paus, guachos e muitos outros.

Infra-estrutura


Educação Ensino básico, fundamental e médio. Colniza possui várias escolas municipais e estaduais, dentre elas, estão: • Escola Bernardino Gomes da Luz - Pública Estadual (ensino fundamental e médio) • Escola Bom Jesus I – Pública Municipal (ensino fundamental e médio) • Escola Bom Jesus II – Pública Municipal (ensino fundamental e médio) • Escola Vinícius de Morais – Pública Municipal (ensino fundamental e médio) • Escola Raquel de Queiroz – Pública Municipal ( ensino fundamental) • Escola José Salvador – Pública Municipal (ensino infantil) • Escola Yeps – Particular (ensino infantil e fundamental) • Escola Mundo Maravilhoso – Particular (ensino infantil) Ensino Superior • UNOPAR – Faculdade Norte do Paraná Virtual (ensino a distância), curso superior de Administração; • ULBRA – Universidade Luterana do Brasil Virtual ( ensino a distância), curso superior de Letras • UNITINS - Fundação Universidade do Tocantins Virtual (ensino a distancia - Eadcom), curso superior de Administração e Matemática. • UNIVALI - Fundação Universidade do Vale do Itajaí Virtual (ensino a distância - Eadcom), curso superior de Ciências Contábeis. Transporte O município conta com duas empresas de ônibus (TUT e Eucatur), que realizam diariamente o transporte intermunicipal e estadual, e o municipal é realizado pelas frotas de Moto-Taxi e Táxis.

5.25.2011

Tangará da Serra

História
O Município de Tangará da Serra, no exuberante divisor das águas das bacias Amazônica e do Prata, originou-se em 1959, emergente do antigo povoado surgido pelo loteamento das glebas Santa Fé, Esmeralda e Juntinho, localizadas no município de Barra do Bugres.
Os senhores Júlio Martinez, Dr. Fábio Licere e Joaquim Oléa fundaram a SITA- Sociedade Imobiliária Tupã para a agricultura que, atraídos pela excelente condição de clima e solo fértil, implantaram o loteamento Tangará da Serra.
Antes, porém, o Marechal Cândido Rondon já havia palmilhado a região em 1913, auxiliado pelos índios Parecis e Nhambiquaras, quando implantou o telégrafo, estudou a flora e a fauna presentes, para fornecer subsídios que seriam utilizados no futuro. Rondon abriu a rodovia que sobe os chapadões dos Parecis, cujas marcas ainda estão presentes: a exemplo de sua casa e uma ponte construída sobre o Rio Sepotuba, no interior do Município de Tangará da Serra, ainda preservadas.
Depois chegaram os extrativistas, atraídos pela mata de poaia, planta com propriedades medicinais, que cobria as encostas da Chapada dos Parecis; onde os tributários do Rio Paraguai têm suas nascentes.
Logo após chegaram os madeireiros, devastando a região para ceder lugar aos colonos que derrubaram o cerrado e se iniciaram na agropecuária, atividade ainda tão presente no município: base forte da economia tangaraense.
Inspirados pelo canto macio, cheio, vivo e sonoro do pássaro Tangará ( uma das aves brasileiras mais famosas) foi que os primeiros visitantes da região aliaram o nome do gracioso pássaro à majestosa Serra de Itapirapuã e batizaram a localidade como Tangará da Serra.

Geografia

  As características do relevo do município são marcadas pela topografia plana (95%). Topografias suavemente onduladas e montanhosas respondem por 5%. A localização de Tangará da Serra é entre as serras de Tapirapuã e dos Parecis, que por sua vez delimitam dois ecossistemas importantes no território brasileiro: o Pantanal (Sul) e o Chapadão dos Parecis (Norte). A Serra dos Parecis é o divisor de águas entre as bacias do Amazonas (Norte) e do Paraguai-Paraná (Sul). A altitude média é de 423 metros acima do nível do mar. Quanto à vegetação, Tangará da Serra dispõe de matas densas nas encostas e no alto da Serra de Tapirapuã, e cerrado no alto da Serra dos Parecis.
  O clima do município é o tropical chuvoso quente e úmido, com dois períodos bem definidos: chuvas entre setembro e abril, e estiagem entre maio e agosto. (a precipitação anual varia entre 1.300 e 2.000 mm, com temperatura variável entre 16 e 36ºC. Umidade relativa média de 80%).
  Os solos do município são representados pela classe dos latossolos vermelhos e vermelho amarelo em sua maioria, ocorrendo também latossolos escuros, terra roxa estruturada e arenosos. São solos de fácil mecanização, boa e ótima fertilidade, viáveis para agricultura e pecuária.
  A hidrografia de Tangará da Serra é muito rica, sendo o Sepotuba o principal rio. Seu nome, na linguagem indígena, significa "Cipozal" devido à grande ocorrência de cipós em suas matas ciliares. Afluente do rio Paraguai, o Sepotuba é um importante rio do complexo do Pantanal, com águas límpidas em tom esverdeado e muito piscoso.
Outros rios importantes são o Formoso e o Juba, que se unem ao Sepotuba. Também há rios menores, como o rio do Sapo e Russo, além dos córregos Ararão, Estaca, Tarumã, Água Limpa, Queima Pé, Bezerro Vermelho, entre outros. Outros rios são o Jauru, o Sangue, o Papagaio e o Verde, estes três últimos já integrando a bacia do Amazonas
  A população do município de Tangará da Serra, conforme os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  em julho de 2010 é de 84.076 habitantes, sendo 6.958 na zona rural.
O número de eleitores no município é de 46.898 segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral.

Economia

Em termos industriais, Tangará da Serra conta com um Plano de Incentivo a novas empresas, que tem atraído alguns investimentos importantes (Lei nº 2168/2004 de 23 de junho de 2004, alterada pelas leis nº 2371/2005 e nº 2424/2005). O Plano oferece incentivo para a instalação de Indústrias no município como a doação de terreno, a terraplanagem, energia elétrica no local (no padrão), isenção dos impostos municipais, e o PRODEI (através do Governo do estado - isenção de ICMS). Ressaltamos a Anhambi Alimentos Norte Ltda., que conta com 165 aviários em sistema de integração e abate 80 mil aves/dia, com potencial de ampliação para 120 mil aves/dia, e possui, também, de 07 à 10 postos de trabalho com 950 funcionários.
O Marfrig Ltda abate hoje 1.100 bovinos/dia, com capacidade instalada de 1.500 cabeças/dia, abastecendo, também o comércio exterior. A empresa possui 21 postos de trabalho com 1.050 funcionários.
A economia de Tangará da Serra vem evoluindo a cada dia mais. Vem recebendo aos poucos grandes franquias e grandes empresas, como a Novo Mundo, a Clube Turismo, etc.